Mostrando postagens com marcador Jesus Cristo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jesus Cristo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deus te alcançou! - Conclusão

Se compreender que Deus não só quis se revelar a nós, mas que o fez tão somente por amor, é uma notícia que nos deixa realmente muito feliz, melhor ainda é saber que essa demonstração de amor, essa tão boa notícia alcança um momento ainda mais forte em Jesus, o Cristo.

Jesus, o Cristo, é o Filho de Deus feito homem, a única e excelsa Palavra do Pai, perfeita e insuperável. Ele é a manifestação perfeita de Deus, o ato de amor mais sublime por todo o ser humano. Basta reconhecer que nele, o divino se encontra com o humano de maneira absolutamente perfeita e bela!

Podemos concluir, portanto, essa série de postagens sobre o modo como Deus se revela a nós, afirmando que Jesus é a plenitude dessa Revelação, é tudo quanto podemos e precisamos conhecer do mistério de Deus. No entanto, o mistério que nos foi dado conhecer, ainda não foi explicitado por completo. E eis a tarefa da Igreja para todos os séculos: captar todo o alcance do mistério de Deus em Jesus Cristo e anunciá-lo aos homens de todos os tempos.


Além de um belo caminho a percorrer, é também uma tarefa desafiadora. É, sobretudo, uma missão, em cuja aventura não há como nos negar em apostarmos nossa vida inteira. Eu quero apostar a minha! E você?

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.

domingo, 3 de outubro de 2010

Deus te alcançou! - Parte 2

Na verdade, desde o princípio Deus se deu a conhecer de uma maneira prodigiosa. Quando criou o mundo, Ele proporcionou aos homens um permanente testemunho de si. De fato, desde a mais longínqua estrela do universo até o mais profundo dos oceanos, tudo fala da existência de Deus! Mas não é só isso! Deus manifestou, de maneira toda especial, o mistério de sua pessoa aos nossos primeiros pais (cf. Gn 1,26), convidando-os a uma íntima comunhão com Ele, revestindo-os de uma graça incomparável!

E nem mesmo o pecado foi capaz de interromper essa Revelação de Deus. Apesar de termos perdido sua amizade, Ele não nos abandonou à sentença de morte que merecíamos, mas nos propôs muitas vezes alianças de amor com Ele.

Assim foi nos tempos de Noé (cf. Gn 9, 12-13): a aliança que Deus estabelece com ele e com toda sua descendência marca o início da ação divina para salvar a todos do pecado. Foi assim também com Abraão (cf. Gn 12,3): para unir a humanidade que havia se dispersado, Deus o chama para torná-lo pai desse novo povo. E quando esse povo foi escravizado pelos egípcios, Deus os liberta por meio de Moisés, estabelecendo com ele uma outra aliança no alto do Monte Sinai (cf. Ex 19,5).

Por meio dos profetas, Deus foi formando seu povo na esperança da salvação, na expectativa de uma nova aliança, não mais como as anteriores, mas de uma aliança que fosse eterna, diante da qual pecado algum pudesse romper. Essa aliança definitiva, Deus a estabeleceu quando enviou seu próprio Filho. É isso que lemos na carta aos hebreus: "Depois de ter falado muitas vezes e de muitos modos, por meio dos profetas, aos nossos pais, agora, nesses últimos dias, Deus nos falou por meio de seu Filho" (Hb 1,1-2).


Jesus é, portanto, a expressão máxima da aliança de amor entre Deus e os homens. Ele é a manifestação plena do mistério de Deus. O título dessas nossas postagens é "Deus te alcançou!". Pois bem. Podemos dizer com propriedade que Deus nos alcançou, de verdade, em Jesus! Deus nos encontrou em Jesus! Por isso é que no início do Evangelho de João, nós recordamos: "a Palavra de Deus se fez homem e veio habitar no meio de nós!" (Jo 1,14).

Já agradeceu a Deus por isso, hoje? Mãos à obra...

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Deus te alcançou! - Parte 1

Começamos essa pequena série de postagens com uma alegre notícia: Deus se deu a conhecer! Sim, isso mesmo! Por um misterioso desígnio de amor, embora habite em uma luz inacessível (cf. 1Tm 6,16), Deus revela o mistério de sua pessoa a todo o ser humano, doando-se a todos e a cada um.

E Deus assim o faz porque quer nos tornar capazes de conhecê-lo, amá-lo e de responder às suas iniciativas de amor, de um modo muito maior e mais perfeito do que seríamos capazes pelas nossas próprias forças.

E como Deus se revela aos seres humanos? Bem, na verdade, Ele se comunica de modo gradual, numa pedagogia que favoreça seu acolhimento por parte de todo o ser humano. Dessa forma, Deus se revelou por etapas ao longo de toda a história, cuja plenitude se encontra na revelação de Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez ser humano e veio habitar no meio de nós (cf. Jo 1,14).



De fato, "Deus quis, na sua bondade e sabedoria, se revelar a si mesmo e manifestar o mistério de sua vontade: os homens têm acesso ao Pai e se tornam participantes da natureza divina por meio de Cristo, Verbo Encarnado, no Espírito Santo" (Dei Verbum, 2)

A partir da próxima postagem, analisaremos as etapas desse processo amoroso que encontra, em Jesus, seu momento mais sublime.

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A adolescência de Jesus

Percebo uma lacuna na história da vida de Jesus. Por que não existem escritos da fase da adolescência?
(Simone, 36 anos, São Paulo)



Cara Simone,
Obrigado pela visita ao blog e pela pergunta!

De fato, essa "lacuna" é sentida nos quatro evangelhos. Apenas o escrito de Lucas é que faz uma menção bem sutil aos anos compreendidos entre o nascimento de Jesus e os do início de seu ministério público: "Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens." (Lc 2,52). Mesmo assim, esse versículo do Evangelho de Lucas parece querer frisar a plena harmonia existente entre a natureza divina e humana na pessoa do Verbo encarnado, mais do que propriamente dar notícias de sua vida durante aquele período.

Embora existam muitas teorias para a interpretação dessa "lacuna", não é difícil de admitir que a intenção dos evangelhos não é oferecer ao leitor uma biografia de Jesus (no rigor do termo, os evangelhos não podem ser considerados como uma obra de caráter "histórico"). O objetivo principal pelo qual eles foram escritos foi o de anunciar a Boa Notícia (em grego, evangelho) de Deus que se fez homem e veio habitar entre nós (cf. Jo 1,14).

A infância de Jesus é abordada - de modo especial em Lucas, mas também em alguns acenos em Mateus - porque ligada diretamente ao mistério da Encarnação do Verbo, mistério que é tratado de maneira muito mais bem elaborada, do ponto de vista teológico, na introdução do Evangelho de João. Em outras palavras, o mistério da Encarnação, fundamental para nossa salvação, é o que parece justificar a abordagem direta ou não dos anos da infância do Salvador.

Em seguida, passa a interessar ao leitor o início e desenvolvimento do ministério público de Jesus que culmina em sua paixão, morte e ressurreição. E, nesse sentido, os quatro evangelhos fornecem inúmeros detalhes narrativos. E não poderia ser diferente, não é mesmo?

Em suma, os evangelhos trazem somente e tão somente aquilo que nos é necessário conhecer para a salvação. Eles são, cada um a seu modo, o anúncio de uma grande notícia que transformou e continua a transformar a vida de toda a pessoa humana!

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.
____________________________
Posso lhe ajudar? Sua dúvida pode ser a de muitos outros.
Envie sua pergunta para
canal-direto@hotmail.com
Não esqueça de dizer seu primeiro nome, idade e cidade de onde escreve.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Amigo verdadeiro...

A Sagrada Escritura diz que um "amigo fiel é poderoso refúgio; quem o descobriu, descobriu um tesouro" (Eclo 6,14). O Pai tem me permitido comprovar quão verdadeira é esta Palavra! Em primeiro lugar, pelos amigos que Ele tem colocado em minha vida (aproveito a ocasião para agradecer de coração pelo que representam para mim). Mas, de maneira especial, tem sido em seu Filho Jesus, que tenho descoberto o real significado e a força do ser amigo.

O amigo verdadeiro, porque nos conhece bem, nos aceita da maneira que somos, nos compreende e, por amor, nos ajuda a crescermos e a sermos melhores. Em Jesus, essa experiência tão humana, ganha contornos de eternidade!

Certa vez, um jovem que passava por um momento muito difícil de sua vida, me disse que para compreender a dor que sentia, era preciso "estar em sua pele". Ele tinha razão. De fato, como amigo, ainda que importantes, poderia lhe oferecer somente minha presença e oração. Só Jesus poderia ir além! Se alguém "estava em sua pele", esse alguém era Jesus! Quando se fez carne, Jesus assumiu tudo aquilo que somos! Ninguém nos conhece como Ele! Por isso só Ele sabe o que há no coração humano, antes mesmo que o expressemos (cf. Sl 139,4).

Mas não é só isso. Jesus não somente nos revela o mistério de nós mesmos, mas porque Filho de Deus, nos abre ao mistério do Pai. Em Jesus, nossa existência ganha sentido, porque Ele nos faz participar da vida do Criador. Nele, o divino e o humano se tocam e se harmonizam de maneira perfeita! Quando assume a condição humana, o Filho de Deus a divina!

Dias atrás, ouvia uma canção que retratava essa magnífica Verdade. Na voz de uma das melhores intérpretes da música católica, a Verdade reflete parte de sua forma poética. Nessa postagem, apresento a canção executada em três diferentes línguas. Roguemos para que o mundo inteiro descubra a amizade de Deus, oferecida na pessoa de Jesus!



Alma de amigo
Letra: Ziza Fernandes
Música: Alexandre Malaquias

Num olhar, tu já me conheces bem.
No calar, tu já ouves até o que não digo.
És fiel, sinal do céu.
Leva-me ao Pai com a tua mão.

Tua voz com amor vem me dizer
Que Tu és a ressurreição para o meu ser.
Teu chorar, prova de amor.
Só um amigo ama assim!

Com meus olhos posso contemplar:
Devolveste a vida ao meu ser!
Como amigo tu vens me chamar.
Nem a morte pode te vencer

(Em tuas mãos sempre há poder, honra e glória.
A marca sobre a tua cruz foi a vitória!)






Con solo verme, tú ya me conoces bien.
Y en mi silencio, tu ya oyes hasta lo que lo digo.
Eres fiel, señal del cielo.
Llevame al Padre siempre a tus manos.

Y tu voz, con amor viene a decirme.
Queres tu La resurrección para mi ser.
Tu llorar, prueba de amor.
Solo un amigo ama así.

Com mis ojos puedo contemplar:
devolviste La vida a mi ser.
Como amigo me quieres llamar.
Ni La muerte te puede vencer.

(En tus manos siempre hay poder, honra y gloria.
Tus llagas sobre aquella Cruz sola Victoria!)






Con il tuo sguardo mi conosci molto bene.
Nel mio silenzio, tu ascolti anche quello che non dico.
Sei fedele, segno dei cieli.
Portami al Padre con la tua mano.

La tua voce mi dice con grande amore
che sei tu la rissurrezione e la vita per me.
La tua Croce è prova d’amore.
Solo un amico ama così.

Io con gioia posso contemplar
che hai donato la tua vita per me.
Come amico tu vieni ad amarmi.
Niente può separarmi da te.

(La tua mano ha sempre potere, onore e gloria.
Le tue piague sulla Croce sono vitoria!)