domingo, 2 de novembro de 2008

Comemoração dos Finados - Ano A - 2008

Evangelho (João 6, 37-40)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 37 Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. 38 Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39 Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. 40 Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Tão difícil quanto falar de santidade é falar da morte aos homens de nosso tempo. A palavra "morte" também foi banida do vocabulário da maioria das pessoas, de modo que não somente vivem como se nunca fossem morrer, mas evitam de todas as maneiras tocar no assunto. Penso que a dificuldade de se falar tanto de um quanto de outro tema reflete um fato preocupante: muitos desconhecem o amor de Deus!

E por quê? Por que se as pessoas compreendessem que ser santo significa dizer sim ao convite amoroso de Deus que quer restabelecer a amizade que o pecado rompeu, certamente o desejo pela santidade renasceria com toda força em cada coração. Temos, por natureza, necessidade da amizade de Deus, necessidade de sermos santos!

Como é grande o amor de Deus! De fato, o Apóstolo nos recorda que "uma prova brilhante do amor de Deus por nós é que quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós" (Rm 5,8). Foi por sua morte que Cristo nos devolveu à comunhão que o pecado havia rompido. Pela morte de Cristo, nos foi dada a possibilidade de participarmos da vida de Deus! E tudo isso, ainda nessa vida!

Ora, se é assim enquanto vivemos, o que dizer do que será quando estivermos face a face com o próprio Amor? À medida em que comprendemos essas coisas, a morte ganha um novo sentido em nossa vida. Entre o que vivemos e o que viveremos, ela passa a ser uma experiência necessária. Dessa forma, começamos a conceber de maneira diversa também a morte de nossos entes queridos. E é assim que, apesar da dor da ausência daqueles que amamos, a certeza de que eles nos anteciparam no encontro com o Amor, é capaz de consolar nossos corações.

Permitamos que a amizade de Deus transforme nossa maneira de viver, a começar pelo modo como encaramos a morte. Só assim é que faremos nossas as palavras cheias de esperança que brotaram do coração de Jó: "... na minha própria carne, verei Deus. Eu mesmo o contemplarei, meus olhos o verão..." (Jó 19, 26-27).

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.

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Così come è difficile parlare di santità, è anche difficile parlare di morte agli uomini del nostro tempo. Anche la parola "morte" è stata cancellata dal vocabolario della maggior parte delle persone, in modo che non solo vivono come se non dovessero mai morire, ma anche cercano in ogni modo di evitare di toccare l'argomento. Credo che la difficoltà di parlare di questi due argomenti riflette una realtà inquietante: molti non conoscono l'amore di Dio!

E perchè? Perchè se le persone capissero che essere santi significa dire sì alla chiamata di Dio amorevole che vuole ripristinare l'amicizia rotta dallo peccato, sicuramente il desiderio di santità rinascerebbe con tutte le forze in ogni cuore. Abbiamo, per natura, bisogno dell'amicizia di Dio! Abbiamo bisogno di essere santi!

Quanto grande è l'amore di Dio! In realtà, l'apostolo ci ricorda che "Dio dimostra il suo amore verso di noi nel fatto che, mentre eravamo ancora peccatori, Cristo è morto per noi" (Rm 5,8). È stato per la loro morte che Cristo ci ha restituito quella comunione che il peccato aveva rotto. Con la morte di Cristo, ci è stata data la possibilità di partecipare alla vita di Dio! E tutto ciò, anche in questa esistenza terrena!

Se è così mentre viviamo, cosa dire di quello che sarà quando saremo faccia a faccia proprio con l'Amore? Quando capiamo queste cose, la morte assume un nuovo significato nella nostra vita. Tra ciò che viviamo e ciò che vivremo, la morte diventa una necessaria esperienza. Così, è possibile concepire diversamente anche la morte dei nostri cari. Nonostante il dolore per l'assenza di coloro che amiamo, la fede di quelli che ci hanno preceduto nell'incontro con Dio Amore è capace di consolare i nostri cuori.

Lasciamo che l'amicizia di Dio trasformi il nostro modo di vita, cominciando con il modo in cui affrontiamo la morte. Solo allora faremo nostre le parole piene di speranza che nascono dal cuore di Giobbe: "Doppo che questa mia pelle sarà distrutta, senza la mia carne, senza la mia carne, vedrò Dio. Io lo vedrò, io stesso e i miei occhi lo contempleranno non da straniero..." (Gb 19, 26-27).

sábado, 1 de novembro de 2008

Solenidade de Todos os Santos - Ano A - 2008

Evangelho (Mt 5, 1-12)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 1 Vendo aquelas multidões, Jesus subiu à montanha. Sentou-se e seus discípulos aproximaram-se dele. 2 Então abriu a boca e lhes ensinava, dizendo: 3 Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus! 4 Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados! 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra! 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados! 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia! 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus! 9 Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus! 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus! 11 Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. 12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Penso que falar de santidade seja, para a Igreja de hoje, uma das mais difíceis tarefas. Isso porque, em primeiro lugar - verdade seja dita - nunca essa palavra esteve tão fora de moda como em nossos dias. De fato, a palavra "santidade" há muito tempo não faz mais parte do vocabulário de muita gente, incluindo aquelas que se consideram "religiosas"... Mas para além disso, se muitas vezes ela é condenada ao esquecimento, em outras, o vocábulo "santidade" é utilizado totalmente fora de seu verdadeiro significado. Por isso, creio que a solenidade de hoje pode ser uma ótima oportunidade para nos fazermos algumas perguntas interessantes a respeito do tema.

Afinal, o que é a santidade?

A imagem do paraíso, que encontramos no livro de Gênesis, é uma bela descrição do que é a santidade. Deus cria o ser humano à sua imagem e semelhança e estabelece com ele uma relação de profunda intimidade. No paraíso, o ser humano participa intimamente da vida de Deus. Podemos dizer que santidade é isso: a vida de Deus. Ser santo, nesse sentido, é participar dessa vida.

Quem é chamado à santidade?

Adão e Eva, no paraíso, representam todos os seres humanos, sem exceção. É por isso que podemos dizer que todos somos chamados à santidade. Ser santo faz parte da nossa natureza, fomos criados assim, para sermos amigos de Deus. É por isso que na primeira leitura da missa de hoje, lemos que diante do Trono estava "uma grande multidão que ninguém podia contar, de toda nação, tribo, povo e língua..." (Ap 7,9). Tenha a certeza: você está no meio dessa grande multidão também!

Como podemos ser santos?

Também no livro do Gênesis lemos que essa comunhão original com Deus foi rompida pelo pecado. Mas mesmo tendo rompido a amizade com Deus, Ele não nos abandona. Pelo contrário, nos convida a retomarmos o caminho para a sua vida. Por isso lemos na segunda leitura que "desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser." (1 Jo 3,2). E isso porque Deus deseja restabelecer conosco aquela perfeita comunhão para a qual fomos criados.

E como será isso? Aí está a boa notícia! Não será, já o é! O caminho de retorno à vida de Deus é Jesus. Ele é "o caminho, a verdade e a vida" (Jo 14,6), por meio de quem recuperamos a comunhão perdida. Ser santo implica aceitar Jesus. E aceitá-lo significa viver como ele viveu. Nesse sentido, o Evangelho de hoje é um perfeito programa de vida para aqueles que desejam ser amigos de Deus. Assim, podemos dizer como o salmista: "é assim a geração dos que procuram o Senhor."

O mundo de hoje precisa de amigos de Deus!
Que Deus abençoe sua decisão!

Com afeto salesiano
Pe. Mauricio Miranda.

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Penso che parlare di santità è, per la Chiesa di oggi, uno dei compiti più difficili. Ciò perché, prima di tutto - diciamo la verità - questa parola non è mai stata così fuori moda come ai giorni nostri e la parola "santità" da lungo tempo non fa più parte del vocabolario di molte persone, compresi coloro che si considerano "religiosi" ... Ma se la "santità" è, alcune volte, destinata all'oblio, in altri casi, è utilizzata completamente al di fuori del suo vero significato. Pertanto, credo che oggi, questa solennità, può essere una grande opportunità per farci alcune domande interessanti su questo argomento.

Che cos'è la santità?

L'immagine del paradiso, che abbiamo trovato nel libro di Genesi, è una bella descrizione di ciò che è la santità. Dio ha creato l'uomo a sua immagine e somiglianza ed ha stabilito con lui un rapporto di profonda intimità. Nel paradiso, l'essere umano partecipa intimamente alla vita di Dio. Possiamo dire che la santità è questo: la vita di Dio. Essere santo, di conseguenza, è partecipare a questa vita.

Chi è chiamato alla santità?

Adamo ed Eva nel paradiso rappresentano tutti gli esseri umani, senza eccezione. Questo è il motivo per cui possiamo dire che siamo tutti chiamati alla santità. Essere santi fa parte della nostra natura, siamo stati creati così, per essere amici di Dio. Questo è il motivo per cui si legge nella prima lettura della Messa di oggi che davanti al trono c'è "una moltitudine immensa che nessuno poteva contare, di ogni nazione, tribù, popolo e lingua ..." (Ap 7,9). Siate certi: anche voi siete in mezzo a quella grande folla!

Come possiamo essere santi?

Ancora nel libro della Genesi leggiamo che l'originale comunione con Dio è stata rotta dal peccato. Ma nonostante la rottura dell'amicizia con Dio, Lui non ci abbandona. Al contrario, ci invita a riprendere il percorso della vita. Perciò si legge nella seconda lettura che " fin d'ora siamo figli di Dio, ma ciò che saremo non è stato ancora rivelato". (1Gv 3,2). E ciò perchè Dio desidera ripristinare la perfetta comunione alla quale siamo stati creati. E come sarà possibile questo? Ecco una buona notizia! Non sarà, lo è già! La strada di ritorno alla vita di Dio è Gesù. Egli è "la via, la verità e la vita" (Gv 14,6), per mezzo del quale possiamo recuperare la comunione perduta. Essere santi significa accettare Gesù. E accettarlo significa vivere come lui ha vissuto. In tal senso, il Vangelo di oggi è un perfetto programma di vita per coloro che vogliono essere amici di Dio. In questo modo, possiamo dire come il salmista: Ecco la generazione che cerca il volto del Signore.

Il mondo di oggi ha bisogno di amici di Dio!
Che Dio benedica la vostra decisione!

sábado, 25 de outubro de 2008

30º Domingo do Tempo Comum - Ano A - 2008

Evangelho (Mt 22,34-40)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36"Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?"37 Jesus respondeu: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento!’ 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: 'Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Nesse trecho do Evangelho de Mateus, Jesus se encontra novamente entre os fariseus. Isso porque quando eles souberam que os saduceus não conseguiram fazê-lo cair em contradição (cf. Mt 22,23-33), quiseram mais uma vez colocá-lo à prova. Por certo, se admiravam como um homem de origem tão simples pudesse demonstrar tanta sabedoria, atitude que nos leva a afirmar que admirar o que Jesus diz está muito distante de realmente aceitá-lo como Senhor e Deus de nossas vidas...

Dessa vez, um dos Doutores da Lei pergunta a Jesus sobre qual seria o maior de todos os mandamentos. É interessante notar que a pergunta vinha de alguém que realmente conhecia as Escrituras e sabia das inúmeras prescrições contidas não somente na Torah, mas em toda a tradição oral de Israel, da qual os fariseus eram grandes defensores. Era, portanto, uma pergunta difícil de ser respondida.

Mas a beleza da resposta que o Senhor lhe dá não está propriamente no conhecimento que ele demonstra ter dos escritos sagrados. De fato, o preceito do amor a Deus se encontra em Dt 6,5 e o do amor ao próximo em Lv 19,18, dois dos livros que formam a Torah judaica. Antes, a inovação contida na resposta de Jesus está na maneira como ele articula esses dois princípios de modo que resumam tudo o que a lei quer expressar.

"Toda a Lei e os Profetas dependem desses dois mandamentos" (Mt 22,40). É preciso, em primeiro lugar, compreender que a Palavra de Deus é sinal do seu amor por todos nós. Justamente porque nos ama é que Deus fala conosco! Portanto, não há sentido em observar o que Deus nos diz senão como maneira amorosa de responder a seu amor. Não é verdade que "amor com amor se paga"? Por isso que, de fato, o maior e o primeiro mandamento da Lei é este: "amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento" (Mt 22,37) Em suma, a Lei existe para fazer com que nos aproximemos cada vez mais do infinito amor de Deus!

Mas não só! O amor de Deus é para todos. De fato, ele fala a todos os seres humanos. Somos convidados por Deus a reconhecer seu amor presente na vida de todos. Em outras palavras, podemos dizer que somos chamados a gostar de quem o nosso Amado gosta. É o amor de Deus que valoriza aquilo que somos. Tanto você quanto eu somos importantes porque amados por Deus. Amar o próximo é reconhecer essa verdade!

E aqui está o centro do ensinamento de Jesus: compreender essas coisas requer uma profunda conversão, ou seja, uma decisão pessoal do coração pelo amor. Precisamos nos decidir pelo Amor. Só assim alcançaremos o centro de toda a Lei. O caminho, por certo, não é fácil, mas é preciso, em primeiro lugar, se decidir fazê-lo. Eu me decido. E você? Que o Espírito de Amor confirme a nossa decisão!

Com afeto salesiano
Pe. Mauricio Miranda.

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In questo brano del Vangelo di Matteo, Gesù è di nuovo tra i farisei. Questo perché avendo saputo che i sadducei non erano riusciti a farlo cadere in contraddizione (cf. Mt 22,23-33), avevano voluto ancora una volta metterlo alla prova. Di certo, erano ammirati dal fatto che un uomo di semplici origini potesse dimostrare tanta saggezza. Questo, però, ci fa vedere che erano ancora lontani dall'accettarlo come Dio e Signore della vita.

Questa volta, uno dei dottori della legge chiede a Gesù quale sarebbe il più grande di tutti i comandamenti. È interessante notare che la questione proveniva da qualcuno che conosceva veramente le Scritture e sapeva molte delle prescrizioni contenute non solo nella Torah, ma in tutta la tradizione orale d'Israele, di cui i farisei sono stati grandi sostenitori. Era quindi una domanda difficile da rispondere. Ma la bellezza della risposta del Signore non è esattamente la conoscenza che egli mostra di avere delle sacre scritture. In effetti, il precetto dell'amore verso Dio lo troviamo in Dt 6,5 e quello dell'amore verso il prossimo in Lv 19,18, due dei libri che compongono la Torah ebraica. L'innovazione che troviamo nella risposta di Gesù è la maniera in cui egli articola questi due principi in modo che riassumino ciò che la legge vuole esprimere.

"Tutta la Legge ed i Profeti dipendono da questi due comandamenti" (Mt 22,40). Dobbiamo, prima di tutto, capire che la parola di Dio è un segno del suo amore per tutti noi. Proprio perché Dio ci ama che vuole parlare con noi! Dunque, non ha nessun senso osservare ciò che Dio ci dice di fare se non come un modo amorevole per rispondere al suo amore. Non è vero che "l'amore si può ripagare solo con l'amore"? Perciò, il primo e più grande comandamento della legge è questo: "Amerai il Signore Dio tuo con tutto il cuore e con tutta la tua anima e con tutta la tua mente" (Mt 22,37) In sintesi, la legge esiste per renderci ancora più capaci d'amare Dio!

Ma non solo! L'amore di Dio è per tutti. In effetti, egli parla a tutti gli esseri umani. Siamo invitati da Dio a riconoscere nella vita di ognuno il suo amore. In altre parole, possiamo dire che siamo chiamati ad amare chi il nostro Amato ama. È l'amore di Dio che dona valore a ciò che siamo. Noi, tu ed io, siamo preziosi giustamente perché amati da Dio. Amare il prossimo è riconoscere ciò!

E qui troviamo il centro degli insegnamenti di Gesù. Ma capire queste cose richiede una profonda conversione, la quale è una decisione personale del cuore verso l'amore. Abbiamo bisogno di decidere basandoci sull'amore. Solo allora raggiungeremo il centro di tutta la legge. La strada, di sicuro, non è facile, ma dobbiamo, prima di tutto, deciderci di farla. Il ho deciso. E voi? Possa lo Spirito d'Amore confermare la nostra decisione, la tua e la mia!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Grécia - Conclusão

Chegamos à conclusão das duas últimas postagens sobre a Grécia. Claro que é muito pouco para falar de lugar tão rico em história. Dada a sua diversidade, o itinerário de viagem por terras gregas, depende da escolha do tipo de coisa que se deseja ver.

O leitor que acompanha assiduamente esse blog sabe que estive na Grécia para visitar os lugares que estão ligados ao trabalho missionário do Apóstolo Paulo. Para ver um pouco do material que recolhi dessas visitas, basta acessar algumas partes do "Especial Apóstolo Paulo" no arquivo desse blog.

Essas três postagens sobre a Grécia foram apenas um "bônus" de outros lugares que não sejam aqueles diretamente ligados ao Apóstolo. Esperam que tenham gostado do pouco que partilhei com vocês a respeito desse lindo país. Um dos leitores me disse que as três postagens valeram a pena já pelo fato de mostrar lugares que geralmente não são os mais enfocados por agências de turismo em geral... Fico contente por saber que, de alguma forma, contribuí para ampliar a visão que se tem a respeito desse belíssimo país. A seguir, para encerrarmos, seguem algumas fotos da cidade de Atenas.

Obrigado pela paciência que tiveram até aqui.
Deus abençoe a todos!

Com afeto salesiano
Pe. Mauricio Miranda.

Palácio do Governo



Troca da Guarda em frente ao Palácio



Soldado ateniense (detalhe)



Centro de Atenas (detalhe)



Estádio Olímpico Panathinaikon: a versão moderna do estádio de Panathinaikon está construída exatamente no lugar original onde ele foi erguido pela primeira vez (século VI a.C.). O lugar foi palco de vários eventos esportivos da história.



Zappion, Casa de Espetáculos de Atenas




Estádio Olímpico de Atenas, onde foram realizadas as Olímpiadas de 2004

Estádio Olímpico de Atenas (Detalhe)

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Grécia - Parte 2

Delphos

A moderna cidade de Delphos é mundialmente conhecida pelo seu sítio arqueológico, declarado patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. O lugar, para além de sua importância histórica, é realmente de uma beleza indescritível, sobretudo pela altura da antiga cidade que permite ao visitante ter uma fantástica visão de toda a região.

Acredita-se que o local tenha sido habitado desde o período neolítico (a conhecida Idade da Pedra), mas a maioria das ruínas que ali se encontram datam dos séculos VI a IV a.C. Delphos ficou conhecida no mundo antigo por causa dos oráculos em honra ao deus Apolo, exercidos por sacerdotisas pagãs que procuravam fazer previsões para o futuro, sendo procuradas, além de pelo povo em geral, sobretudo por grandes autoridades políticas da época. Sobre esse tipo de previsões, contam-se muitas lendas interessantes.

Um dos lugares mais importante de todas as ruínas é, sem dúvida, o Templo de Apolo, deus da mitologia grega. O templo, em sua forma atual, é o terceiro que foi erguido no local, provavelmente no século IV a.C. O templo era a sede do culto à Apolo e o lugar de onde se faziam os oráculos. Além disso, ainda em bom estado de conservação, se podem ver em Delphos, o teatro e o estádio olímpico. Esse último, construído sobre a parte mais alta de toda a montanha, revela a visão esportiva que os gregos possuíam e o espaço que o significado que essas atividades ocupavam em toda a cultura grega.

A visita às ruínas de Delphos, além de ser um belíssimo cartão postal, rende um bom material para estudo e pesquisa histórica. Abaixo, seguem algumas fotos do local.

A gente se vê amanhã.

Com afeto salesiano
Pe. Mauricio Miranda.

Visão panorâmica da região próxima à cidade de Delphos



Monte próximo às ruínas da antiga cidade


À entrada do sítio arqueológico, o visitante pode conhecer um grande museu onde estão expostos diversos objetos encontrados nos trabalhos arqueológicos na região. (dois exemplares, nas fotos acima e abaixo)





Entrada das ruínas



Vista panorâmica


Vista panorâmica



Vista panorâmica


Entrada do Templo dedicado a Apolo



O teatro da cidade de Delphos



Estádio olímpico de Delphos que se encontra no ponto mais alto de toda a montanha. Das arquibancadas se tem uma visão privilegiada de toda a região.


sábado, 18 de outubro de 2008

29º Domingo do Tempo Comum - Ano A - 2008

Evangelho (Mateus 22, 15-21)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, † segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 15 os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. 16 Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: "Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. 17 Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?"18 Jesus percebeu a maldade deles e disse: "Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? 19 Mostrai-me a moeda do imposto!" Levaram-lhe então a moeda. 20 E Jesus disse: "De quem é a figura e a inscrição desta moeda?" 21 Eles responderam: "De César". Jesus então lhes disse: "Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.



Estamos acompanhando nos últimos domingos a narração dos acontecimentos que culminarão na paixão, morte e ressurreição do Senhor. No episódio desse domingo, Jesus se encontra em meio a uma discussão entre os fariseus e os herodianos. Para compreender o significado da resposta do Senhor à pergunta que representantes desses dois grupos o fizeram, é necessário entender quem eram essas pessoas.

Os fariseus eram judeus que buscavam viver a pureza do culto a Deus por meio da observância restrita da Torah (lei escrita) e de inúmeras leis recolhidas da tradição oral de Israel. Dentre eles, havia aqueles que eram conhecidos pelo nome de zelotes; esses, entendiam que a observância à lei de Deus implicava uma luta política a fim de fazer de Israel uma nação livre. Por esse motivo, os zelotes faziam forte oposição à dominação romana da Palestina que era considerada por eles como um castigo de Deus. Os herodianos, por sua vez, eram partidários do rei Herodes e, por isso, favoráveis à política de dominação romana.

Ao enviarem seus discípulos (zelotes) junto com alguns do partido de Herodes, os fariseus queriam colocar Jesus em uma situação que o forçaria a "tomar partido" por alguma das partes, o que seria pretexto para que a outra parte o perseguisse. É nesse contexto malicioso que nasce a pergunta: "É lícito ou não pagar o imposto a César?"

Sabendo da maldade do coração deles, Jesus não responde à pergunta que lhe fazem, ao menos, não de modo direto. De fato, a mensagem do Evangelho de hoje e, portanto, o centro da resposta de Jesus, encontra-se no "Dai a Deus o que é de Deus". Dizendo dessa forma, Jesus deixa para que eles encontrassem a resposta à própria pergunta, já que uma vez que se conhece ao Senhor, certamente se sabe distinguir o que é justo aos olhos dele. De fato, é a luz dos critérios do Evangelho que devemos julgar as coisas desse mundo.

Com afeto salesiano,
Pe. Mauricio Miranda.

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Questa Domenica, Gesù si trova coinvolto in una discussione tra i farisei e i sostenitori di Erode. Per comprendere il significato della risposta che il Signore dà alla domanda che i rappresentanti di questi gruppi hanno fatto, abbiamo bisogno di capire chi erano queste persone.

I farisei erano ebrei che avevano cercato di vivere la purezza del culto a Dio attraverso la rigorosa osservanza della Torah (legge scritta) e di numerose disposizioni legislative raccolte dalla tradizione orale di Israele. Tra questi, vi erano coloro che erano conosciuti con il nome di Zeloti; questi credevano che la conformità alla legge di Dio chiedeva una lotta politica al fine di rendere Israele una nazione libera. Per questo, facevano una forte opposizione alla dominazione romana della Palestina che era considerata da loro come una punizione di Dio. Invece, i sostenitori di Erode erano favorevoli alla politica della dominazione romana.

Quando inviarono alcuni dei loro discepoli (zeloti) insieme ad alcuni dei rappresentanti di Erode, i farisei volevano mettere Gesù in una situazione che lo costringesse a "prendere le parti" di una delle due fazioni, il che avrebbe giustificato dall'altra parte il motivo sufficiente per perseguitarlo. È in tale contesto che si pone la questione: "E' lecito o no pagare l'imposta a Cesare?"

Conoscendo il loro cuore, Gesù non risponde alla domanda che fanno, almeno non in modo diretto. In realtà, il messaggio del Vangelo di oggi e, quindi, il centro della risposta di Gesù, sta nel brano: "dare a Dio quello che è di Dio". Dicendo così, Gesù lascia che siano loro a trovare la risposta alla domanda, perché una volta che si conosce il Signore certamente si sa distinguere ciò che è giusto. E', infatti, sulla base dei criteri del Vangelo che dobbiamo giudicare le cose di questo mondo.